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● Elétricos e híbridos no Brasil ● Rankings mensais até setembro de 2026 ● 173 fichas de versões para consultar e comparar
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Chery Stockman: picape híbrida a diesel pode vir ao Brasil?

· Redação MobiEV
Chery Stockman verde, picape híbrida plug-in a diesel, vista de três quartos em render oficial

Grade imponente, faróis redondos e uma cabine que dá vontade de explorar: a Chery Stockman tem presença. Por trás desse visual de aventura está a novidade que mais interessa a quem acompanha a eletrificação: uma picape híbrida plug-in com motor turbodiesel de 2,5 litros, recarga na tomada e potência combinada equivalente a cerca de 476 cv. É uma combinação capaz de despertar a curiosidade de quem gosta de caminhonetes e ainda quer manter o diesel na equação. Conheça o anúncio técnico da Chery Australia.

A Stockman virá ao Brasil? Na apuração atualizada em 5 de outubro de 2026, o MobiEV não encontrou anúncio oficial de lançamento nacional. O passo concreto acontece na Austrália, onde as reservas já abriram e as primeiras entregas estão previstas para 1º de fevereiro de 2027. A possibilidade brasileira merece análise — e o interior e as quatro cores ajudam a entender por que essa picape chama tanta atenção. Calendário oficial australiano.

Reportagem e análise documental: Redação MobiEV. Atualizada em com imagens do interior e todas as cores oficiais. Os dados são preliminares, referentes à Austrália; os renders representam uma configuração internacional de pré-produção.

Chery Stockman: por que essa picape merece atenção?

A graça da Stockman está na mistura. A carroceria de linhas retas, a inscrição CHERY atravessando a grade e as proteções escuras passam uma imagem de robustez. A cabine, por sua vez, foi desenhada para convencer também quem usa uma picape como carro de família. E o conjunto diesel-elétrico coloca uma pergunta interessante na mesa: quanto da rotina de uma caminhonete poderia acontecer com o motor a combustão desligado?

A Chery anunciou 350 kW e 800 Nm para o sistema híbrido. Convertidos, os 350 kW correspondem a aproximadamente 476 cv; é a potência combinada, sem somar novamente a contribuição do motor diesel. A documentação recente também informa bateria LFP de 34 kWh e até 96 km de alcance elétrico no ensaio identificado. Esses números dão substância à novidade e justificam acompanhar a estreia de perto. Comunicado de 2 de outubro e ficha indicativa Ultimate AWD MY2027.

Interior da Chery Stockman: o capricho aparece nos detalhes

Abra a galeria abaixo e repare no encontro entre painel, portas e console. Os renders mostram saídas de ar bem marcadas, uma faixa de iluminação azul e uma central que ocupa o centro da cabine sem esconder completamente os comandos abaixo dela. O volante tem desenho de base achatada, e o console elevado organiza seletor, porta-copos e apoio de braço. É um interior com bastante personalidade visual.

Interior da Chery Stockman com painel digital, tela central, console e iluminação azul em render oficial
Painel e console da Stockman Divulgação/Chery Australia. Render oficial internacional de pré-produção; configuração sujeita a alterações.

A ficha australiana dá nome ao que aparece nas imagens: instrumentos digitais de 10,25 polegadas, central de 15,6 polegadas e áudio com 14 alto-falantes. Há ainda carregamento sem fio para celular e climatização de duas zonas. São equipamentos que tornam a proposta interessante para uma viagem longa, além de encher uma lista de especificações. A experiência real de uso, entretanto, dependerá do veículo de produção. Equipamentos da configuração australiana.

Head-up display: tecnologia bem no campo de visão

O head-up display merece a sua própria imagem. O render projeta informações de condução no para-brisa, à frente do motorista, e mostra como a Chery pretende integrar tecnologia à cabine. Os números e ícones da ilustração não representam autonomia medida nem um teste do equipamento; o HUD consta da ficha indicativa australiana.

Head-up display da Chery Stockman com projeção ilustrativa de velocidade e orientações no para-brisa
Head-up display: informações no campo de visão Divulgação/Chery Australia. Render oficial internacional de pré-produção; configuração sujeita a alterações.

Bancos, segunda fileira e a vida a bordo

A vista lateral em corte ajuda a observar o desenho dos bancos, os apoios de cabeça e a organização das duas fileiras. A ficha relaciona aquecimento e ventilação dianteiros, ajuste elétrico do motorista em oito direções e banco do passageiro em quatro. O revestimento é descrito como couro sintético no documento técnico; a comunicação comercial usa uma descrição mais ampla de couro. Adotamos aqui a especificação do PDF. Detalhes dos bancos e acabamento.

Interior da Chery Stockman em corte lateral, com bancos dianteiros, segunda fileira e console central
Bancos e espaço para a segunda fileira Divulgação/Chery Australia. Render oficial internacional de pré-produção; configuração sujeita a alterações.

A perspectiva de cima completa o passeio pela cabine: mostra a disposição dos cinco lugares, o console entre os bancos da frente e a caçamba logo atrás da segunda fileira. Há banco traseiro com ajuste de deslizamento e inclinação na ficha, além de divisão 60:40. Para quem divide a picape entre família e trabalho, é um conjunto que vale examinar com atenção — sem confundir o bom aspecto dos renders com uma avaliação de conforto feita ao volante.

Chery Stockman vista de cima, com teto em corte mostrando duas fileiras de bancos e disposição da cabine
Cabine e caçamba vistas de cima Divulgação/Chery Australia. Render oficial internacional de pré-produção; configuração sujeita a alterações.

Todas as cores da Chery Stockman: qual combina com esse visual?

Uma mesma picape, quatro interpretações. O configurador oficial apresenta Serpentine, Obsidian, Sandstone e White Opal. A galeria traz as quatro imagens no mesmo ângulo, para comparar a carroceria sem depender de uma pequena amostra de tinta. Os nomes comerciais são mantidos abaixo, acompanhados da descrição da tonalidade em português. Veja o configurador oficial australiano.

Chery Stockman verde, picape híbrida plug-in a diesel, vista de três quartos em render oficial
Serpentine — verde Divulgação/Chery Australia. Imagem oficial do modelo internacional; configuração de pré-produção sujeita a alterações.
Chery Stockman na cor preta Obsidian em render oficial de divulgação
Obsidian — preto Divulgação/Chery Australia. Imagem oficial do modelo internacional; configuração de pré-produção sujeita a alterações.
Chery Stockman na cor Sandstone, bege areia, vista de três quartos em render oficial
Sandstone — bege areia Divulgação/Chery Australia. Render oficial internacional de pré-produção; configuração sujeita a alterações.
Chery Stockman na cor White Opal, branca, vista de três quartos em render oficial
White Opal — branco Divulgação/Chery Australia. Render oficial internacional de pré-produção; configuração sujeita a alterações.

O olhar do MobiEV: o verde Serpentine conversa muito bem com a proposta de aventura; o bege Sandstone reforça o estilo de expedição. O preto Obsidian dá mais destaque à iluminação e à inscrição da grade, enquanto o branco White Opal evidencia o contraste com para-choques, alargadores e rodas escuros. A escolha muda bastante a impressão visual da Stockman.

Na ficha australiana, Serpentine aparece sem indicação de adicional; White Opal, Sandstone e Obsidian são pinturas premium com custo extra. Não há valor de pintura nem paleta brasileira confirmados. A reprodução da tonalidade varia conforme iluminação e tela. Clique nas imagens para abrir o arquivo em tamanho maior. Fonte: seção Colours da ficha oficial.

Diesel e eletricidade: uma combinação que interessa ao Brasil

O conjunto PHEV permite recarregar a bateria externamente e usar a propulsão elétrica em parte dos trajetos, mantendo o motor a combustão para outras condições de uso. A frenagem regenerativa recupera parte da energia nas desacelerações. Na Stockman, essa arquitetura encontra um turbodiesel, em uma proposta voltada também a viagens, trabalho e reboque. Como funciona um híbrido plug-in.

Imagine a rotina de quem faz deslocamentos curtos durante a semana, consegue carregar em casa ou na empresa e, no fim de semana, pega estrada com a família. É nesse tipo de uso que a ideia desperta interesse: aproveitar a energia elétrica nos percursos cotidianos e conservar a flexibilidade do abastecimento em viagens. Essa é uma análise de uso potencial do MobiEV, não uma promessa de economia ou desempenho da Stockman no Brasil.

A rotina de quem passa o dia na estrada com carga é outra. Nesse caso, consumo com a bateria em baixa carga, limites de massa e manutenção pesam muito na decisão. O entusiasmo com a tecnologia fica mais útil quando vem acompanhado das perguntas certas.

Ficha preliminar da Stockman: os números atuais

Dados australianos preliminares: não constituem ficha de homologação brasileira
Item Informação divulgada
Mercado e versão do documento Austrália; Stockman Ultimate AWD, ano-modelo 2027
Propulsão Híbrida plug-in (PHEV), turbodiesel 2,5 litros + elétrica
Potência e torque combinados 350 kW (aproximadamente 476 cv, por conversão) e 800 Nm
Bateria declarada 34 kWh, química LFP; capacidade útil não discriminada
Autonomia elétrica Até 96 km: WLTP no release; WLTC/ADR81/03 na ficha indicativa
Recarga AC / DC Até 6,6 kW / 70 kW; Type 2 / CCS2 no documento australiano
Tração e recursos fora de estrada AWD; modos 4H/4L e bloqueios dianteiro, central e traseiro
Reboque com freio 3.495 kg; sujeito aos limites de massa e às condições do fabricante
Comprimento / entre-eixos 5.450 mm / 3.250 mm
Massa em ordem de marcha / massa máxima 2.735 kg / 3.500 kg
Primeiras entregas previstas 1º de fevereiro de 2027, na Austrália
Brasil Lançamento, preço, configuração, garantia e autonomia nacional sem confirmação nas fontes consultadas

Fontes: ficha Ultimate AWD MY2027, edição 1.00/outubro de 2026, comunicado técnico de 2 de outubro e cronograma de entregas. A conversão de kW para cv é um cálculo do MobiEV.

Há diferenças entre os materiais da fabricante: a altura aparece como 1.890 mm no comunicado e 1.930 mm no PDF. O site arredonda o reboque para 3.500 kg, enquanto os documentos técnicos recentes indicam 3.495 kg. Mantemos essas divergências identificadas para acompanhar a configuração final, sem atribuir um ano-modelo brasileiro a um veículo ainda sem anúncio nacional.

Autonomia elétrica: por que aparecem 96, 100 e 170 km?

A informação evoluiu ao longo da apresentação da picape. A notícia da Quatro Rodas de junho citou até 170 km. O site australiano usa chamadas em torno de 100 km e identifica o ciclo NEDC. Já o comunicado de outubro informa até 96 km em WLTP, e o PDF registra 96 km em WLTC/ADR81/03. São ensaios e momentos diferentes; nesta reportagem, os documentos recentes orientam a tabela técnica.

Isso também ajuda a fazer uma comparação justa. Não há autonomia PBEV/Inmetro brasileira publicada nas fontes consultadas, e não aplicamos uma conversão automática dos valores estrangeiros para o Brasil. Uma eventual versão nacional precisaria ter a sua própria configuração e referência de ensaio.

O consumo merece a mesma leitura: a página comercial anuncia 2 L/100 km e a ficha indicativa registra 1,1 L/100 km combinado. A energia da bateria participa desse resultado. Por isso, esses anúncios não equivalem ao consumo de uma longa viagem rodoviária com a bateria descarregada. Dados comerciais e valores e condições do documento técnico.

Na recarga, o PDF relaciona até 6,6 kW em AC e 70 kW em DC, com Type 2 e CCS2 na configuração australiana. O tempo real de uma parada depende da curva de recarga, da temperatura e da faixa da bateria; não estimamos um 10–80% sem dado oficial correspondente.

Visual de aventura, tração e a parte séria: carga e reboque

Olhando a frente da Stockman, é fácil entender o apelo da proposta. A grade larga e os faróis circulares criam uma identidade que foge da aparência comum de muitas picapes. Mas a conversa fora de estrada vai além do desenho: a ficha australiana informa AWD, modos 4H/4L e bloqueios dianteiro, central e traseiro. São recursos relevantes para quem pretende sair do asfalto. Tração e equipamentos da Stockman.

Frente da Chery Stockman verde com grade e faróis em imagem oficial
Grade e faróis da Chery Stockman Divulgação/Chery Australia. Imagem oficial do modelo internacional; configuração de pré-produção sujeita a alterações.

Na parte de trabalho, o documento registra massa em ordem de marcha de 2.735 kg e massa máxima de 3.500 kg. A diferença é de 765 kg: uma conta indicativa do MobiEV, não uma capacidade de caçamba homologada. Passageiros, acessórios e peso no engate entram nessa margem. Os 1.000 kg citados nas notícias iniciais não devem ser transferidos automaticamente à versão atual.

O reboque de 3.495 kg também precisa respeitar os demais limites de massa. Para quem leva ferramentas, família e trailer, essa conta importa tanto quanto os 800 Nm do sistema. É a diferença entre admirar uma picape no papel e entender se ela serve à sua rotina. Massas e condições de reboque.

A Chery Stockman tem chances de chegar ao Brasil?

Há motivos para o público brasileiro se interessar; lançamento confirmado, porém, ainda não encontramos. Uma PHEV a diesel abriria uma conversa interessante entre compradores que gostam de picapes a combustão e querem experimentar a eletrificação. O Brasil já tem a BYD Shark como referência de picape híbrida plug-in, embora com motor a gasolina. A comparação exigiria versões locais, preços e os mesmos critérios de uso. BYD Shark no mercado brasileiro.

A CAOA apresentou a Himla KP11 no Salão de 2025 como estudo de mercado. Esse movimento ajuda a entender o interesse da operação brasileira pelo segmento, mas não confirma a Stockman: a Himla KP11 e o projeto Stockman/KP31 precisam ser acompanhados separadamente. Apresentação oficial da Himla pela CAOA.

Análise MobiEV: preço competitivo, homologação, rede preparada para o conjunto diesel-elétrico, garantia da bateria e disponibilidade de peças seriam pontos centrais de uma estreia nacional. A possibilidade fica mais interessante se vier acompanhada de uma configuração adequada às nossas estradas e ao uso de carga. Hoje, não há confirmação desses itens para uma Stockman brasileira.

O próximo sinal relevante seria um anúncio nominal da operação brasileira, com modelo, cronograma e condições comerciais. Até lá, não cravamos chegada em 2027, produção em Anápolis ou preço em reais. O calendário de fevereiro de 2027 pertence à Austrália.

Ainda assim, é uma estreia que dá vontade de acompanhar. A Stockman reúne uma identidade visual forte, um interior bem apresentado e uma combinação mecânica pouco comum nas picapes. Se a proposta de produção cumprir o que a documentação sugere, haverá bastante assunto para quem gosta de caminhonetes e mobilidade eletrificada. Os primeiros testes independentes e as entregas australianas ajudarão a transformar essa expectativa em avaliação concreta.

Para acompanhar o segmento, consulte a ficha da BYD Shark no MobiEV e a metodologia dos comparativos. Aqui, a novidade vem com imagens, contexto e os critérios necessários para entender o que cada número significa.

Perguntas frequentes sobre a Chery Stockman

A Chery Stockman está confirmada para o Brasil?

Até 5 de outubro de 2026, o MobiEV não encontrou anúncio oficial de lançamento da Stockman no Brasil. A chegada ao país é uma possibilidade de mercado, sem data, preço ou versão nacional confirmados.

A Chery Stockman é elétrica ou híbrida?

É uma picape híbrida plug-in a diesel: combina motor turbodiesel com propulsão elétrica e bateria que pode ser recarregada externamente. Pode rodar em modo elétrico, mas também utiliza combustível.

Quais são as cores da Chery Stockman?

O configurador australiano apresenta quatro cores: Serpentine (verde), Obsidian (preto), Sandstone (bege areia) e White Opal (branco). Na ficha australiana, Serpentine é a pintura sem indicação de adicional; as outras três são pinturas premium com custo extra. Cores e preços para o Brasil não foram anunciados.

Como é o interior da Chery Stockman?

Os renders oficiais mostram duas fileiras de bancos, painel digital, tela central, console elevado e iluminação ambiente. A ficha australiana Ultimate MY2027 relaciona central de 15,6 polegadas, instrumentos de 10,25 polegadas, head-up display, áudio com 14 alto-falantes, bancos dianteiros aquecidos e ventilados e revestimento sintético. São referências internacionais preliminares.

Qual é a autonomia elétrica da Chery Stockman?

O comunicado australiano de 2 de outubro de 2026 informa até 96 km no ciclo WLTP. A ficha indicativa registra 96 km em WLTC/ADR81/03. O valor de 170 km divulgado anteriormente não foi confirmado nessa documentação; não há autonomia PBEV brasileira publicada nas fontes consultadas.

Quando a Chery Stockman será entregue na Austrália?

A Chery Australia prevê início das entregas em 1º de fevereiro de 2027. As reservas foram abertas em 1º de outubro de 2026. Esse cronograma se refere à Austrália.

Qual será o preço da Chery Stockman no Brasil?

Não há preço brasileiro anunciado. Na consulta de 5 de outubro de 2026, o canal australiano de reservas também informava que o preço final seria confirmado posteriormente. Converter um sinal de reserva ou estimativa estrangeira não determina o preço no Brasil.

Fontes e critérios desta reportagem

O MobiEV consultou a página oficial, os comunicados recentes e a ficha técnica australiana, além das notícias indicadas pelo leitor. A reportagem do Pravda foi cotejada com essas fontes primárias. Imagens e opções de cores foram verificadas no configurador oficial. Esta é uma reportagem documental com análise editorial, sem teste de condução próprio.

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